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Criador do Rock in Rio fala sobre a economia do lazer

23

Ago

Criador do Rock in Rio fala sobre a economia do lazer
Publicado em 23/08/2010

             Por Roberto Medina, empresário, criador do Rock in Rio

Rio - No passado, a agro-pecuária foi a principal fonte de emprego e renda. No século XX, o dinamismo econômico mudou-se para as cidades, com a industrialização acelerada, a expansão do comércio e a diversificação dos serviços. E neste começo do século XXI, qual é o cenário mais promissor do mercado de trabalho?

Pelo menos na cidade do Rio de Janeiro, onde o Rock in Rio nasceu e para onde está voltando, arrisco prever que a “economia do lazer” abrirá inúmeras ocupações para os mais variados segmentos da população, beneficiando cidadãos e cidadãs com diferentes níveis e tipos de qualificação profissional.

Nos próximos anos, teremos aqui não sóo mais importante festival de música da atualidade, como também a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016 e, nos intervalos, vários outros eventos de grande interesse mundial, como o carnaval e, quase certamente, outra edição do Rock in Rio, além da já programada para 2011.  Nenhum outro país do mundo terá, no mesmo período, tantas atrações de alto impacto e investimentos tão significativos no setor do entretenimento. Com a vantagem adicional da vocação e experiência dos cariocas para fazer da alegria um negócio sério.

Tomando o Rock in Rio como exemplo, as três edições realizadas em nossa cidade reuniram 3.310milhões de pessoas diante do palco e mais 1 bilhão de espectadores pela TV no mundo inteiro.Para atrair e atender tanta gente, foram mobilizados centenas de astros da música nacional e internacional, verdadeiros exércitos de operários, fornecedores, técnicos de múltiplas especialidades, administradores, funcionários de lojas e escritórios, equipe de recepção, de saúde e de segurança, profissionais de comunicação e um número enorme de prestadores de serviços terceirizados. Além de todos os empregos diretos e indiretos gerados, e das janelas de negócios que se abriram para grandes e pequenos empreendedores,a cidade do Rio de Janeiro ainda foi beneficiada com o equivalente a 300 milhões de dólares em tributos. 

A população também ganha o que pode ser chamado de “dividendos emocionais”. Em todas as ediçõesdo Rock in Rio, a força mágica dos espetáculos, associada ao extremo cuidado dos organizadores com o bem-estar dos espectadores e com a manutenção da normalidade urbana, levanta o “astral” da comunidade. Os índices de violência caem, as pessoas sentem-se mais leves, unidas, orgulhosas de sua cidade e confiantes para investir nos seus próprios sonhos. E essa energia coletiva tem tudo para se tornar ainda mais poderosa agora, quando o Rio de Janeiro vive um excelente momento e tem pela frente um calendário de eventos de tamanha grandeza.

É fácil antever o que a soma de tantos mega-espetáculos representará como matriz de oportunidades nos próximos seis anos, com todas as exigências de infra-estrutura que precisarão ser cumpridas, compreendendo estádios, ginásios, arenas, transportes, hotelaria, telecomunicações, serviços públicos e muito mais. Vamos nos preparar desde já, porque o mercado vai precisar de cada vez mais de gente disposta e treinada para fazer do lazer o seu trabalho.

Fonte: O Dia Online

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