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Nota de Falecimento

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Set

Nota de Falecimento
Publicado em 13/09/2010

É com pesar que comunicamos o Falecimento do sócio, diretor e fundador do IATEC, Sólon do Valle.

Meu amigo Sólon do Valle.

Por Carlos R. Pedruzzi

Poderia dizer que escrever nunca foi tão difícil. Onde está uma ordem nas palavras, que pensava que era tão capaz de estabelecer? Onde estou? Tão distante de um dia a dia que conheço tão bem? Parece que tudo ficou muito longe...

De repente, sinto como que se minha caneta estivesse sendo guiada. Guiada, como foram muitas das minhas ações, por esse Espírito que tem sido um grande parceiro, e que continua a me guiar como um irmão que ama e protege.

Nesse momento lembranças povoam minha mente e meu coração. Elas vêm e vão sem ordem, se misturam umas fortes outras tênues, umas recentes outras antigas. Trazem a marca desse Espírito ao mesmo tempo firme e leve, sério e divertido, racional e intuitivo, técnico e guitarrista.

Naturalmente sinto muito a falta do Sólon, do seu brilhantismo intelectual, da sua companhia divertida, e da sua maneira decidida de fazer as coisas, quando a certeza é tão grande que não há mais tempo a perder. Mas ele me passa muito mais. O seu jeito de procurar outros ângulos, outras formas de ver as coisas, outras maneiras de colocar as questões, me faz perceber outras respostas. Me faz ter certeza de que a grande sacada é como vivemos nossas vidas.

Estejamos atentos ao prazer, à felicidade, à paz que os momentos de alegria nos trazem, e aos ensinamentos dos momentos de dificuldade. A toda hora está à nossa disposição uma profunda e intensa felicidade, tudo que precisamos fazer é mergulhar nela. Não é o que fazemos o que importa, mas como fazemos, como sentimos o que fazemos. A chave de nossa vida está na maneira como a vivemos.

Esses são jargões que são mais bem compreendidos com a maturidade, com a tranqüilidade dos que procuram com o coração aberto. E então a falta dá lugar ao preenchimento. E eu posso retribuir o amor do meu parceiro, e estendê-lo a tantos outros também. O amor. É exatamente disso que se trata o tempo todo, e nem sei por que não vivemos isso mais plenamente.

Em uma de nossas últimas conversas falávamos sobre o que pode ser essa nossa passagem. E concordamos que o que pode nos trazer paz não é o questionamento, e, se é que é possível, o entendimento, desse processo.

O que pode nos trazer paz é a compreensão de que ele é de nossa natureza e que dele não devemos ter medo, mas reconhecê-lo. Assim como devemos também reconhecer nosso nascimento. Assim como devemos também reconhecer nosso crescimento. Assim como devemos reconhecer a nossa identidade universal. Talvez seja mesmo tão simples assim. Como é possível ser bom viver admirando esses mistérios!

Somos humanos divinos. Continuo rezando para que exemplos como o dele nos façam acordar para essa sabedoria que já é nossa.

A maior, a mais profunda percepção da vida, quando a procuro, lá encontro meu parceiro.

Que fiquemos todos em paz, na luz do Espírito que nos une a todos!

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